Paulo Duarte Filipe
Estudo
Tridimensional
Do
Ser
Volume I
Thomas S. McRae
Novembro de 1980
A
aqueles que
Nunca
conheceram um
Momento de verdadeira
Paz
E
Também
Pela
solidão
Thomas S. McRae
-- PRE??????FÁCIO---
Porque
deveria existir um prefácio?!
O Prefácio
Pede-se àquele estrábico a que se recupera
analogia em em analogia
á procura da complementação infinita e lúdica esta
apetência à morte
o estojo lilás estático e litúrgica em a
iniciática magia toda nova ia
a estrela condoída em a mão correlaciona a conexão em
existência sem passaporte
estética profanada de inter mutabilidade
alheia a equivalências
enigmáticas
dualistas remotas e em pura idade
a que ameladas se prendem enfáticas
Percorre-se a bruma litigiosa deflagra em
a dialéctica o ser polido
e mais a outra tortura espanta a
insurreição perdida mais o bocejo
ondulante em a espuma estandardizada escapa sem
ética do desejo vendido
espera-se a amargura da única que assim
sofra vida completa-me o desejo
lúcido retardador em sacramento
mutilado sem cremor-tártaro e tanino
côncavo cristal de tremor lento
acabrunhado e obscuro ser divino.
Permite-se em o navio sortilégio
Saint-Germain pela escada inquieta ia silhueta
do opaco ao perfume da precocidade em doce
filigrana fina em o ataúde
escrúpulo do ao frio requinte em esfinge
adunca adulada sem virtude em a proveta
da vida e mais o ciúme desleal amplifica a
biforme dama quero a tua virtude
inalienável canto coalescente
excluído mito deste aforismo exasperado
generosa vida esta real lente
fluida morte
deste para outro lado
Perdoa-se em o palco tremulo obelisco pós
brando desta louca corrida
do olhar vulpino com noites
indiferentes à descoberta parto à aventura
a lágrima e ao assalto e o tédio pelo
ruído está quando por outra vida
a lua nova menina redescubro o sorriso
da profeta ter de ternura
e em o fundo
desta chávena suja
reparte-se o
tridente da a pantofobia
pela cor da a forma presença cuja
destrói a gravata e o ser em agonia.
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I
A nuvem branca
encobre
o fetiche azulado
teu.
Reprimem carícias
ténues
os dedos loiros do astro
rei.
II
Soturno gesto
insípido partilha heróis
a branco e negro
em a galeria.
Ao fundo
a mais bela tela
suporta
a penumbra húmida.
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III
Só
desdobro-me em múltiplas sombras
umbrais de portas
aluaradas.
Pretendo
prolongo mais um pouco
o lusco-fusco, mas é a noite da bola
branca.
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Que negro brilho brilha de tão
negro zás
Trespassou a litosfera
zás-zás de tanto trespassar
zás quem é o
culpado alces
que negro
brilho
holofotes à
esquina surge o cano negro da
metralhadora não muito complexo de
tanto o ser se me
afigura a vida supõe-se que se
chora
não por quanto tempo o homem
eleito se
permite manipular
venho porque todos assim o fazem
a sub camada reage de modo
violento nada mais se
revela tão ignóbil
assim e tenho-me por completo
em a engrenagem universal
a
torre alta
edifica-se
em as tuas nuvens
ahahahah
em as
nuvens
meu amigo
meu amigo
não
podes
porque não podes exigir-me
a demissão
a fuga
entrega total
zás
assim sobrecarregado
levanto e perfuro e revejo o mundo.
Nada absolutamente
nada. Precisava pré
cisava de algo putrefacto
e
eleger-me em a timidez dos teus sonhos.
Olá
Sabes-sentado-sentirme-ia-santo e mais um s
António-ou-Antero-ou-
-Agostinho-ou-Antão-até-André
(quero Paz)
Bem
Bemmas
mas coberta a moradia estrela de
Girassóis
brancos convida-se o génio
de dedos polidos a um
Breve e mereciso repouso.
Entretanto em a parede
florida e
Com uma inclinação exacta de quarenta e cinco
graus sua Excelência
O senhor
Conde limpa por fim
O seu anel de pérola uni
facetada há dois séculos e
meio sob
Fina camada de poeira d’oiro branco.
È porém violentamente
Interrompido pela fotografia
tuberculosa pálido e
tuberoso
Rosto de um de
um de um
seu sobrinho demente que lhe confessa
triste e abatido
Encontrar-se em uma
situação de total impotência.
Complacentemente
Dois longos pontos
Não
me perco mais
(é
impossível perder-me mais)
mas
mas mas
reparo
fico
novamente desmembrado
Paris
ama
Dulcineia
relação
extra-biológica
estritamente
extra-biológica
em V
(vida)
a
morte.
Seria em o psiquiatra loiro
mas pensando que não
e apesar de tudo correr
de acordo com o desejo supremo
e tendo como base plena
de certeza a necessidade
de concretizar-se em uma fuga claramente
inglória o semi-apolo
julga intransponível o choque inteligível de
imaginar banalidades
retoma-se o choque brutal e com uma
soma excepcionalmente
exorbitante a senhora
professora primária em um plano deveras
curioso relata à
irmã a experiência dolorosa toda
em sintonia com a revolução em a discoteca
perfumada em o calendário
tibetano o espião
contempla absorto
a professora primária
plenamente transtornado
o herói retira-se
retrai-se
assassina o proprietário
assassina
assassina
da discoteca
estampada
de
roxas roxas rosas
afunda-se em o maple
ouve-se o seco tiro
três versões correm e confudem os investigadores
oficiais
PIM PAM PUM o
assassino confessa
foi PUM
Sempre haverá em mim o poeta com o s braços três
vezes maiores
que os meus e o espírito
verdadeiramente mais simples.
(sinto-me só siginificativamente só
em a paisagem menos indefinida
que criei e
onde subsistem em uma confusão
total todas
as árvores arrancadas aos teus
cabelos e todo
o fel de pinhas
novas ah
que virgem estranha povoou esta
cidade
suspensa e em cada recanto
ligeiramente mais
escuro que
valsa compuseram para tu dançares
em mim
ei ei
poucomaisquecoisaporseremcadapétala
poucomaisquecoisaporseremcadalágrima
ah
QUEDORESTAQUEMENLOUQUECE)
Espíritos
sobrevoam-me
malignos repousam
em a minha magra
carcaça e eu
novamente procuro
saber que virgem andou
por aqui.
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As mãos nuas em a cidade
semi-adormecida retiram a
Luz aos meus olhos.
Reconhecidamente retomo
O sono mas em o meu rosto revelo-te
meu-ser-mais-que-herói a
Tonalidade única agonia
máxima que me atrai e com
A qual pintei o meu mundo.
(eterno
anarquista o poeta
suicida-se
constantemente)
Surgir assim potro selvagem pelugem suave
provocante saltando
o equador para o lado de cá é a cena mais
erótica que o o
pensamento castrado de um intelectual
requiiiiiintaddamente
polido poderá imaginar.
Quem julga ele ser?
Na volúpia perfumada e falsa dos seus olhos
oblíquos eu eu eu
Abstenho-me de ser poeta!
Nada é mais triste…
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I
Centrais atómicas sobre fundo verde
sobrepõem-se aos genes
Não sei bem quantos ares me
trastornam. Nascerei
talvez em uma outra podre
dimensão provido
igualmente de cabeçatroncomembros
que é a mais elementar evidência do
escolarizado estudo
humano. Dirão
então mas que
terrível mutação!
Oh!!! Que maravilha!!
II
Radiação atómica estimativas
que sobrevivem em a dantesca
Gravidez de mulheres moribundas. Determinadas
reacções detectam
Hipotimia. Senil o deus
pagão ergue o fatídico
Dedo e infame proclama em a diferença abismal da
minha para a tua
Atmosfera que o céu cor
de rubi puro multifacetar-se-á
Em n n n n n n n n portos infernais onde o
derradeiro navio encalhará
Em o contentor de chumbo número milhão e tal.
III
Desconheço o
processo pactuo com tal
magnetismo
aberrante em uma chama equidistante de
abençoadas mariposas
tímidas e fungos pintalgados em a margem
retalhada
simples curva meridional sem muitos sonhos vagos
ou dúbios
Reaparece
então asubtileza africana
a espaços
solitária a instantes cálida
adensa-se a voluptuosa claridade
e sagaz a
longa tarde em a paternal
noite despreocupadamente
aconchega-se.
--ALÍNEA ÚNICA—
Retiro desta real atmosfera que
docemente
me embala o germe da
putrefacção e
grato eternamente
grato entrego-me
a ele símbolo verdadeiro e
único da dadadada
da abrogênese unversal.
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(encontro em o mundo
New
York is cold
“mas nem
New York é a capital do mundo nem a sua
grande ou não amplitude térmica
térmica são assuntos
que me interessem”
encontro em o mundo metempsicose esquizofrénica e
estoicamente o ludibrioso
licorne de mármore listado morre.
Em o
mesmo segmento da semi-recta evolui o
festim licencioso e macabro e
eloquente divaga o curioso maître.
Entretanto a luz idílica
esconde afectuosamente
a ruiva senhora inglesa e sua atraente e mística
filha)
Em-a-noite-certa-vez-em-a-nite-em-aquela-noite-senti-ser-profundamente-
-urgente-libertar-o-ser-enquanto-ser-por-ser-séria-questão-digna-de-ser-
-ponderada.
I
Flautas acorrentadas em o campo B dos prisioneiros
trajados
De imaculados trajes suplicam
Em uma melodia melancólica que não e
violente
A inocente e casta madrugada.
II
Pelo amanhecer informações
obtidas via extra-oficial
confirmavam terem as autoridades prisionais encerrado
todas as
instituições privadas e estatais que procuravam a total
reabilitação
e reintegração dos indivíduos atingidos por um um um um um
“secretamente desconhecido” ou “desconhecida mente
secreto”
Vírus.
Afirma-se igualmente
que esta inédita
atitude se ficou a dever ao falecimento
súbito de
todos os internados. Supõe-se que o nascer de um novo dia
terá
tido uma importância relevante em este estranho caso.
III
Informações de última hora revelam
que tal
como oficialmente se pressupunha foi
um vírus
sobre o qual ainda nada se sabe
o único agente causador
de tal epidemia. É de prever
contudo possuírem
já as autoridades governamentais
elementos claros e
suficientes sobre o vírus. Ou será
também este
um vírus oficial?
Que paisagem esta
inadvertidamente colocada em a minha
Longa mas estreita parede
verde me atrai a uma dulce e
Eficaz apatia urbana!
Que tema oferecerei a Cézame quando os meus
doridos olhos já
Colheram todas
as-cor-de-ouro-medas-de-palha-cercas-vermelhas-
-de-madeira-azuis-casas-de-granito este
bungalow
esta anciã fachada isenta
de sombras esta
fatídica parede
(Paul
Cézame nunca pintou casas de granito)
Senhores apresento-vos o poeta
A figura tua
Que me projecta em a parede
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